Conta
o mito grego da “Caixa de Pandora” que antes de
enviar Pandora à Terra, Zeus entregoulhe uma caixa recomendando
que ela jamais
fosse aberta. Dentro dela, os deuses haviam colocado um arsenal
de desgraças para os seres humanos, como a discórdia,
a guerra e todas as doenças do corpo e da mente. Na mesma
caixa, estava o dom da “Esperança”. Desconhecendo
o conteúdo e vencida pela curiosidade,
Pandora abriu a caixa liberando todos os males no mundo. No
fundo da caixa ficou apenas a
“Esperança” que ela conseguiu guardar, antes
que se perdesse. Esta estória mitológica foi criada
para ensinar aos seres humanos sobre o tesouro que cada um tem
dentro de si: a Esperança.
E a ESPERANÇA é a palavra da hora, não
por causa da novela de mesmo nome, mas porque ela foi a palavra
escolhida pelo novo presidente eleito para
motivar todo o povo brasileiro a um grande projeto de reconstrução
nacional. “A Esperança venceu o medo”, proclamou
Lula em seu primeiro pronunciamento à nação
e anunciou como primeira grande medida a criação
da Secretaria
Nacional de Emergência Social, com o objetivo central
de acabar com a fome de cerca de 50 milhões de
brasileiros que, conforme as estatísticas, vivem abaixo
da linha de pobreza.
“O Brasil produz mais de 500 quilos por habitante
por ano só de grãos. Somando-se aos grãos
outros
produtos como carne, frutas, verduras e legumes, a
produção supera facilmente dois quilos per capita/dia.
Mesmo considerando o vergonhoso desperdício que atinge
mais de 30% da colheita até a mesa do consumidor,
em algumas culturas, não dá para fugir de uma
realidade absurda: quem tem poder aquisitivo jamais senta-se
à frente de um prato vazio.” (fonte: Correio Riograndense).
Há sim muitos males ainda em nosso país, mas estamos
em tempo de reascender a Esperança no coração
e cada um fazer a sua parte. Para nossa terra ainda cumprir
seu ideal. Independente de cores partidárias todos queremos
um país com justiça social. Até porque,
sem justiça social, não há PAZ. A PAZ tão
lembrada nesta época do ano e que desejamos seja para
todos os brasileiros e para todos
os povos. |

Na opinião de alguns especialistas,
o trabalho voluntário é uma forma de ajudar o
próximo e ao mesmo tempo manter o nosso equilíbrio
emocional. Saber dividir o tempo com
algumas ações de generosidade pode ser um remédio
real para evitar doenças como, por exemplo, a depressão.
Esta foi uma das prescrições dadas pelo médico
psiquiatra Eduardo Sassi, que palestrou para pensionistas e
aposentados do IPAM sobre depressão na terceira idade,
dia 7 de novembro. “Participar de qualquer trabalho voluntário
faz com que a pessoa se sinta mais útil e isto a protege
contra o envelhecimento e contra a depressão”,
observa o médico. O gesto de solidariedade pode ser simples,
mas vai fazer nascer dentro de nós e de quem ajudamos
- sejam crianças, jovens ou idosos-, uma nova Esperança:
a de mudar a realidade. Mas atenção. O trabalho
voluntário só estará fazendo bem para quem
dá
e recebe quando promover a troca, seja de conhecimentos, afeto
e/ou amor, porque a troca é o princípio de toda
a vida. Uma ajuda correta ai sempre gerar em troca um sorriso
ou sentimento de gratidão. Se não for desta forma,
a generosidade pode estar perigosamente ruzando a linha do orgulho
de quem a pratica.
Neste caso, quem recebe sem poder retribuir se sente humilhado.
E o gesto se perde entre os males da “Caixa de Pandora”.
Quem
deseja fazer trabalho voluntário e ainda não
sabe por onde procurar, pode começar pela Central
de Solidariedade, programa da Fundação
de Assistência Social - FAS. A FAS possui mais
de 80 casas, a maioria localizada na periferia da cidade,
que prestam atendimentos para crianças, adolescentes
e idosos. Na Central de Solidariedade é solicitado
o preenchimento de uma ficha contendo dados pessoais,
formação escolar, profissional, habilidades,
horário disponível e que tipo de trabalho
deseja realizar. Com estas informações
a Central monta o perfil do voluntário
e encaminha às Casas de Assistência. De
acordo com a necessidade, os voluntários vãosendo
hamados e farão uma visita ao local. A partir
da visita é que vai decidir se aquele é
realmente otipo de trabalho que deseja realizar. No
trabalho voluntário não existe remuneração.
A coordenadora da Central, Jucerley Mazzochi,
informa que ainda é baixo o número de
servidores voluntários e que
“todos os interessados são bem-vindos”
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Onde fica a Central de Solidariedade?
A Central de Solidariedade se localiza na FAS
Rua Bento Gonçalves, 1253 - Centro
Telefone: 223-9939 R: 37
Horário: 13h:30min às 17h:30min
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“Procuro
dar carinho e colo para as crianças. Também
dou reforço pedagógico, ajudo a fazer as tarefas
escolares
incentivo a leitura. Não consegui fazer um trabalho
mais sistemático, porque ainda não tenho muita
intimidade
com as crianças, mas elas já me recebem com muito
amor. Além deste trabalho que desenvolvo na Casa Sol
Nascente, também sou voluntária na Igreja São
Pelegrino há dois anos. Quando vejo que uma pessoa chega
na Igreja triste, com problemas, tento ajudar e consolar. As
pessoas não podem ficar paradas, ver as coisas acontecerem
a sua volta e não fazerem nada. Mas o trabalho voluntário
tem que ser feito com amor. E quem realmente gosta do que faz
não precisa
sair comentando.” Cecília Maschio Mazzurana (D),
53
anos, professora aposentada
do estado. Há três meses é voluntária
na Casa Sol Nascente, que abriga crianças e adolescentes,
juntamente
com a professora do município,
Maria do Carmo Girardi (E), 52 anos. “Decidi ser voluntária
quando trabalhava na Promotoria da Infância. Eu tinha
conhecimento de vários casos muito tristes de crianças,
então me inscrevi na FAS. Logo
me chamaram para cuidar deste menino e aceitei. Meu
namorado também é voluntário e cuida da
mesma criança.
Todo domingo de manhã das 8 às 11 horas ficamos
com ele, trocamos a fralda, damos carinho, levamos presentes.
Isso nos faz muito bem e ao menino também.” Francine
Miorelli, 22 anos, estagiária do Ministério Público,
cuida de um bebê há um ano e meio na
Casa Bom Pastor. “Desde o final de março deste
ano trabalho como voluntária
na Casa Estrela Guia, com meninas adolescentes entre 12 e 18
anos. Através da música, tento passar e resgatar
valores de auto-estima. Mas o meu objetivo não ensinar
música. É mostrar que existem outros caminhos
que podem nos fazer felizes e um deles é através
da
arte. Eu gosto muito de rabalhar com pessoas, principalmente
com adolescentes, e fico muito satisfeita por ser uma pessoa
a mais com quem elas podem contar.” Luciana Frizzo, 35
anos, servidora pública federal.
Já trabalhou como voluntária em várias
atividades. |