Nesse
momento festivo em que completamos o primeiro ano de atividades
dos nossos Conselhos -
Deliberativo e Fiscal - podemos afirmar ser fundamental a
participação dos servidores, através
de seus representantes, no gerenciamento dos seus interesses.
Mais do que atender à legislação vigente,
os Conselhos conferem credibilidade, qualidade e consistência
aos trabalhos realizados junto ao Fundo de Aposentadoria e
Pensão.
Gostaríamos de lembrar que identificamos na história
da Previdência o mesmo viés excludente que norteou
a história do nosso país. Foi através
de
muita luta e organização social que vários
setores da sociedade vêm sendo acolhidos por algum tipo
de
proteção previdenciária. E apesar dos
avanços consideráveis obtidos com a Constituição
de 1988, com |
a
introdução do conceito de Seguridade Social,
onde
as áreas da previdência, saúde e assistência
podem e devem se articular, dados oficiais de pesquisa
indicam que no Brasil, de cada dez pessoas, seis não
se aposentam nunca, por falta de vínculos
empregatícios. Essa dura realidade necessita ser
revertida promovendo
a inclusão social. Precisamos conferir ao direito
previdenciário o estatuto de direito de cidadania
e
garantir ao ser humano assistência desde o nascimento
até a velhice.
A história nos ensina que não basta o exercício
de nossos direitos, mas é preciso permanecermos vigilantes,
reafirmando-os constantemente.
Simone Pellenz
Presidente do conselho deliberativo do FAPS
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