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Doação de órgãos - Um Gesto de Amor que Vale a Vida


A doação de órgãos é considerada
um tema muito polêmico ainda
nos dias de hoje. A desinformação
das pessoas e a falta de organização
intra-hospitalar são empecilhos na hora
da doação.
A médica e Coordenadora da CIT -
Comissão Intra-Hospitalar do Hospital
Pompéia, Luciana Leonardelli, palestrou
no IPAM dia 21 de outubro sobre este assunto
e destacou alguns pontos que fazem
com que a família tenha dúvidas ou não
aceite doar os órgãos do seu familiar.
Segundo ela, o apego material pelo
familiar, a falta de reflexão sobre a
morte, o amor condicional pelo próximo
e a desinformação com relação à morte
cerebral são os grandes motivos.
Para a coordenadora isto acontece
porque existem pessoas diferentes com
diferentes graus de evolução e de experiência
de vida. “As pessoas que nunca
tiveram caso de doença grave na família
não conseguem medir o sofrimento daquelas
que estão esperando na fila de doação para poderem sobreviver”, explica a
médica. “A doação de órgãos, além de
ser uma forma de ajudar o semelhante, é
um grande ato de amor. Uma forma de
transformar a morte em vida”, destaca.



 
O transplante de órgãos é um tipo de
tratamento que consiste no aproveitamento de alguns órgãos de uma pessoa falecida utilizando-os em outras pessoas que dependam do funcionamento desses órgãos para sobreviver. Os órgãos e tecidos também podem ser doados em vida.
Quem pode ser doador? Qualquer
pessoa com morte cerebral. Não há limite de sexo ou idade, mas é necessário que os familiares saibam antecipadamente da vontade do doador e que autorizem a doação. Também podemos doar órgãos
em vida. Quem pode doar em vida? Qualquer pessoa com saúde normae sem doenças infecciosas prévias pode doar para parente ou marido mediante a


autorização judicial. A compatibilidade sangüínea é essencial. Existem também
testes para selecionar o doadr que apresenta maior chance de sucesso. Quais órgão podem ser doados? Córneas, rins, pâncreas, pulmão, ossos,
intestino, fígado úsculo/tendão, pele e
vasos. O que é morte cerebral? É a interrupção
definitiva e irreversível das atividades do cérebro e do tronco vertebral, que comandam todo o corpo umano. Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa não pode respirar sem os parelhos e o coração baterá somente por algumas horas. Morte cerebral não é o mesmo que coma. No coma, as células
cerebrais continuam vivas, xecutando as suas funções vitais. Na morte cerebral as
células nervosas estão sendo rapidamente destruídas, o que é irreversível. Quem recebe os órgãos/tecidos doados? Pacientes que estão na fila de
transplantes, que é controlada pela Central de Transplantes, órgão do Governo Estadual criado por Lei Nacional em 1997. Além da ordem da lista, a escolha do receptor será definida pelos exames de compatibilidade com o doador, por isso nem sempre o primeiro
da fila é o próximo a receber.
Após a doação o corpo fica deformado? Não. A retirada de órgãos é uma cirurgia como qualquer outra, realizada com todos os cuidados de constituição, o que também é obrigatório por lei.

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