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Evite a síndrome do final de ano


As festas de final de ano e o período de férias são encarados por muitas pessoas como “problema”, inclusive gerador de depressão.
A causa pode estar na mudança de rotina, que acaba criando dificuldades para relaxar e descansar, principalmente no período das longas férias de verão.
Segundo a psicóloga Rosa Veronese, a alteração da rotina nesta época acelera o ritmo das pessoas em 20%. As preparações natalinas, o excesso de bebidas e comidas e o início das férias suscitam sentimentos de ansiedade e depressão, características da “síndrome do final de ano”.
Outros sintomas comuns incluem insônia, fadiga, dores de cabeça e cardiopatia, além de somatizações relacionadas ao grau de stress e à correria deste período.
A psicóloga dá algumas dicas para driblar este quadro e transformar o final de ano e as férias de verão numa delícia. “Inicialmente mantenha sua agenda como antes, mas com uma diferença: substitua seus compromissos agendados na rotina de trabalho por tarefas próprias das férias. Conserve esse ritmo por uma semana ou até que você mesmo selecione tarefas e horários mais prazerosos. Na segunda semana você se sentirá mais relaxado e aproveitando melhor suas férias”, orienta Rosa Veronese.
Segundo ela, não fazer coisas a mais do que a sua disposição física e mental permitem é uma forma de se ver livre do stress e da cobrança pessoal.

Modere os excessos e as exigências

Divulgação SMEL

Todas as quintas-feiras, das 7h30 às 9h30, profissionais da SMEL dão aulas gratuitas no Parque dos Macaquinhos.

Na ditadura da estética, os corpos devem ser magros e malhados. Na falta destes atributos, muitas pessoas se jogam desesperadamente em atividades físicas, com resultados duvidosos.
Segundo a professora Maria Luíza Bedin, da recém criada Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (SMEL) é necessário trabalhar permanentemente o organismo para ficar em forma.
“Se estas atividades não se mantiverem ao longo do ano, o esforço imprimido sobre o organismo nesta época poderá prejudicá-lo. À medida que a pessoa se reeduca, passa a aceitar seus limites, conhecer e respeitar o seu corpo. Os resultados surgem gradativamente”, explica.
A clínica geral do IPAM, Miriam Angeletti, chama a atenção para o alto índice de procura pelas dietas à base de medicamentos nesta época do ano. “Sabemos que no verão as pessoas querem ter um corpo perfeito. Porém, elas devem ter muito cuidado com as 'dietas milagrosas' que fazem perder peso rapidamente, mas que são extremamente perigosas.
Um médico clínico, endocrinologista ou nutricionista pode dar uma orientação alimentar adequada”, explica a médica que alerta ainda: “a combinação inadequada de certos medicamentos utilizados em dietas pode causar graves problemas à saúde, desde uma taquicardia (aumento da freqüência cardíaca) até a morte súbita”.
Quanto às atividades físicas, o fundamental é definir qual o objetivo a ser alcançado para escolher a atividade certa. O passo seguinte é o de realizar uma avaliação física e médica, estimando qual a freqüência cardíaca máxima a ser trabalhada, de acordo com a idade de cada pessoa, avalia Miriam Angeletti.

 




Felicidade Realista
A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis.
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão.
Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, com um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.
Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente.
A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a.
Se você não está de acordo com as regras, demita-se.
Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz . Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá- la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormentam e provocam inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo.
Mas não felicidade.
Autor - Mário Quintana
Divulgação SMEL

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